COLUNA PORTA ABERTA - Por Fernando Garcia -  30 de novembro de 2018
Final de campanha

A eleição suplementar em Rolim de Moura, apesar de ambos candidatos brotarem do poder legislativo, desde a eleição de 2016, o que se observa é a forma como os candidatos estão se galfinhando. Um acusa o outro de que a empresa presta serviços para certo deputado e, o outro diz que quer fazer política diferente, sem a participação das velhas raposas, que por sinal já foram alijadas da vida pública, fazendo alusão que o outro continua com os vícios da política do passado.

Jogo midiático

Há dois anos atrás na eleição para presidência da Casa de leis, Aldo Júlio e Dr. Lauro, bateram chapa, sendo o vencedor Aldo Júlio, que meses depois abriu votação, para o biênio 2019/2020, onde Lauro recebeu o apoio de Aldo Júlio, para sacramentar a eleição como presidente para esse período. Embora alguns prognósticos de redes sociais, dá vantagens numéricas para o atual prefeito Aldo Júlio, outro instituto de pesquisa à nível estadual, consolida vitória de Lauro Lopes.

Teste de fogo

Faltando pouco dias para saber quem será o  próximo  prefeito, a partir de primeiro de janeiro, o ritmo de campanha dos dois candidatos devem se avolumar e, entre propostas e pedir votos, pelo jeito que se desenha também deve aumentar a troca de acusações de ambos os lados. O radialista e apresentador do programa Pinga Fogo, Arno Voigt, deverá fazer o debate entre os pretendentes a prefeito da capital da Zona da Mata, que eleito, assumirá a partir do dia primeiro de janeiro de 2019.

Estão blefando

Na verdade, são dois corajosos colocando os nomes a disposição, diante de um quadro assombrador a nível de Brasil e, principalmente de Rolim de Moura, que possui uma folha de pagamento totalmente encharcada, todavia, nos discursos de ambos em meios de comunicação, são categóricos em afirmar, que a causa não é o inchaço e sim a parte gestora. Com um quadro de funcionários que assombra, com Mil e Seiscentos funcionários, fora os portariados, e um débito incalculável diante do Rolim Previ, não sabemos de onde virá a mágica para tocar a máquina pública.

Sem especialização

De vinte anos para cá, muitos concursos foram realizados em várias gestões, todavia, não se primaram em especificar as necessidades prioritárias do município de Rolim de Moura, abalroando à administração com mãos de obras sem qualidade, causando inchaço dentro da prefeitura. Além desse impacto negativo, muitos funcionários estão se aposentado ou prestes a aposentar, sem falarmos nos que estão no “banguê” e, provavelmente não mais retornarão suas atividades pois estão impossibilitados pela doença.

Suplentes na expectativa

Os dois candidatos Aldo Júlio e Dr. Lauro Lopes, quem ganhar, abre espaços para seus suplentes. Se Aldo Júlio, vencer a eleição dia 9 de dezembro, quem tomará posse em definitivo, é o evangélico, Valtão da Obra, e caso seja Lauro Lopes, ele emplaca o Márcio PM, que obteve quase 800 votos, mas, acabou sendo vítima da legislação eleitoral, ficando de fora. Ainda com a vitória de Dr. Lauro Lopes, que tem como vice o delegado Morari, esse abre vaga para a sua primeira suplente, advogada doutora Maiara Kalb, sendo assim, os suplentes estão na torcida e no suspense.

Alegria momentânea

Como já assinalamos o inchaço em que vive o casarão de madeira, palácio senador Olavo Pires, até o momento, é só sorriso por parte dos servidores municipais, que estão recebendo dentro do mês trabalhado, isso é realidade, visto que na gestão anterior tal situação era de forma capenga. Precisamos analisar como vai se comportar o administrador do município de Rolim de Moura, a partir do ano que vem, onde o caos instalado no Rolim Previ, não é nada bom para esses mesmos servidores que estão morrendo de contentamento hoje.

Bagaceira pela frente

Pois bem, independentemente de quem se eleger a prefeito de Rolim de Moura, terá pela frente mais uma batalha hércules, que é a  nova batalha para novo parcelamento junto à Câmara de Vereadores, que por sinal, nos últimos tempos está virando rotina. Uma das últimas foi na ordem de 14 Milhões, escalonada para amortecer em 200 meses e, pelo visto já possui outra de 2 Milhões, para também ser parcelada, uma vez que tudo isso vem ocorrendo de várias gestões desastrosas,  que não tiveram zelo com a coisa pública.

Rolim Previ estourado

Se por ventura, o futuro prefeito não conseguir articular essa situação junto a Casa de Leis, o caos, poderá ser generalizado, visto que o Certificado de Regularidade Previdenciária, poderá trancar todos os setores vitais do município, como convênios e outras modalidades oriundas do Governo Federal. Se o município persistir com os constantes parcelamentos como está habituado, os aposentados, pensionistas, encostados e funcionários, estarão por um fio em suas longas vidas de contribuintes.

BR 364 ultrapassada

A BR 364, continua matando e causando centenas de acidentes no trecho Vilhena à Porto Velho. Um número assustador é o que demonstra essa Br, construída acerca de 50 anos, para abrir o processo migratório Rondônia e Acre, e que no início dos anos 80, foi totalmente asfaltada para atender um fluxo razoável de ônibus e caminhões e carros de pequeno porte e,  Trinta e cinco anos se passaram,  o Estado se agigantou em sua população, a BR 364, transformou em escoamento da produção com carretas supercarregadas, onde o asfalto não atende mais o peso de milhares de carretas que circulam diariamente, o que aumenta o perigo cotidianamente.

A BR do óbito

Da época da construção do asfalto até hoje, centenas de pessoas foram a óbito, geralmente ocasionado por péssimas condições de trafegabilidade, e entra ano e sai ano, e a duplicação da BR mortífera fica somente no plano secundário da nossa classe política. Por falar em classe política, muitos deles também já morreram nesse trajeto, vereadores, prefeitos, deputados estaduais e federal e, por último, quase o deputado federal eleito, Léo Morais, quase tem a vida sucumbida. Esperamos que ele faça o que a maioria não conseguiu, e possa fazer um movimento com a bancada de Rondônia, pela duplicação dos trechos mais perigosos e movimentado.

Saidinha de ano novo

Se a rotina dos rolimourenses é sofrer com as ações da bandidagem nos últimos dias, então, se preparem para as festas de fim de ano, onde à incidência desses casos proliferam mais ainda, com o indulto natalino. É que sempre nessa data, centenas de meliantes esparramados por todo o Estado, gozam desses benefícios e, aproveitam a oportunidade para furtar e roubar. Ultimamente o número de assaltos em plenas avenidas centrais da cidade, essa onda vem crescendo de forma assustadora, basta para isso, que o cidadão esteja portando um aparelho celular.