Rolim de Moura
Assaltos preocupam autoridades em Rolim de Moura
“Alexandre Baccarini, Delegado Regional, disse que existe carência de pessoal na Policia Civil”

Por Bené Barbosa
Publicado 14/06/2019
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Foto: Reprodução/Vídeo Facebook Rede Tv

Em entrevista concedida ontem à emissora de televisão de Rolim de Moura, o Delegado Regional Alexandre Baccarini disse que hoje existem 1.300 inquéritos tramitando na DPC, mais 350 na Delegacia da Mulher e pelo menos 40 tratando de casos de atos infracionais cometidos por menores, que nos termos da Lei não cometem crimes e sim “atos infracionais”. Não podem ser presos e sim “apreendidos” e, quando é caso, recebem orientação sócio educativas.
    Baccarini disse que o índice de pequenos delitos aumenta em datas comemorativas, - Dia da Mães, por exemplo - quando centenas de detentos recebem indulto e vão para rua por alguns dias. Nas grandes cidades é elevado o percentual dos que recebem liberdade provisória não se reapresentam e voltam a cometer crimes. “Também podemos dizer que entre 30 e 40% dos detentos que cumprem pena voltam a cometer crimes quando são postos em liberdade”, diz o delegado regional, frisando que a estrutura prisional não favorece a ressocialização dos apenados. “Trata-se de um problema crescente no Brasil inteiro”, diz Baccarini.
    No que se refere a onda de assaltos registrados em Rolim de Moura nas últimas semanas, vários deles feitos por bandidos portando armas de fogo, o delegado explicou que a Policia Civil e Militar estão trabalhando em conjunto, fazendo o possível para oferecer segurança aos rolimourenses. “Nós temos quadros de pessoal insuficiente para atender a demanda e sabemos que o mesmo acontece na Policia Militar.  Precisamos da ajuda da população para denunciar, para oferecer pistas que levem a prováveis assaltantes, traficantes de drogas, ladrões, criminosos de todo tipo”, disse ele.
    No que se refere a medidas capazes de reduzir a criminalidade o delegado disse acreditar que o caminho é investimento na educação. “Se a gente comparar a qualidade educação de países como a Coréia e o Japão com seus índices de criminalidade veremos que educação de qualidade faz diferença.  O fato de encarcerar autores de pequenos delitos não diminui a criminalidade. A maioria dos presídios brasileiros são verdadeiras escolas para criminosos. O sujeito que comete um furto qualquer e acaba enfiado num presídio grande sai muito pior do que entrou”, lamentou o Delegado Regional.


 

Fonte: Rolim Notícias

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