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Polícia desvenda assassinato de garimpeiro e prende quatro envolvidos no crime
A Delegacia de Patrimônio apurou que seis pessoas tiveram participação no latrocínio. Uma adolescente de 16 anos, namorada da vítima teria sido a responsável por facilitar o crime

Por Rondoniagora
Publicado 23/04/2021
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Foto: Reprodução/Rondoniagora

Os acusados de iniciais [R. W. C. de O.][J. V. da C. B.], e duas mulheres de iniciais [S. C. de S.] e [L. G. dos S.], foram presos preventivamente por policiais da Delegacia de Crimes Contra o Patrimônio, acusados de roubar e matar o garimpeiro de iniciais [A. R. da S.], 57 anos, encontrado morto em fevereiro deste ano em uma região de mata, após a ponte do Rio Madeira, na BR-319, em Porto Velho.

De acordo com o delegado Vinicius Lucena, no início das investigações, os policiais trabalhavam com a denúncia do desaparecimento do garimpeiro. Dias após a Polícia ser acionada, o corpo da vítima foi encontrado em estado de decomposição.

Durante os trabalhos periciais, foi confirmado que a vítima foi executada com dois tiros na cabeça. O homem teve sua caminhonete Hilux roubada pelos criminosos, que chegaram a sacar R$ 2 mil da conta da vítima. Antes de morrer, a vítima foi obrigada a informar a senha do seu cartão.

Com o avanço das investigações, os policiais conseguiram chegar até os denunciados, que arquitetaram e executaram o plano de roubar e matar o garimpeiro. Eles tinham a intensão de sacar R$ 40 mil da conta bancária da vítima.

Segundo o delegado, a vítima tinha um relacionamento com uma adolescente de 16 anos e foi ela quem facilitou a entrada do bando na casa. “Ela abriu o portão e desligou o sistema de alarme para que os outros criminosos pudessem adentrar a residência. No dia do crime, ela estava na casa com a vítima”, detalhou Vinicius Lucena.

Os policiais descobriram ainda, que a adolescente tinha um relacionamento com um dos criminosos que entraram na casa da vítima. Todos eles são vinculados a uma facção criminosa.

A caminhonete do garimpeiro foi localizada por policiais de Guajará-Mirim. O veículo foi abandonado pelo acusado [R. W.], após atolar, durante a tentativa de colocar a Hilux em uma balsa, de onde ela seria levada para a Bolívia.

Ainda segundo o delegado, a intensão dos criminosos era roubar e matar a vítima para não deixar pistas. “Eles iriam executar a vítima para não correrem o risco de serem identificados posteriormente”, disse.

Fonte: Rondoniagora

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