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Polícia Civil conclui inquérito e prende acusado de matar jovem que foi separar briga de casal
Os policiais cumpriram o mandado de prisão preventiva contra ele e o recolheram ao sistema prisional onde permanecerá a disposição da Justiça. Caso seja acolhida a indiciação, o suspeito estará sujeito a pena de 12 a 30 anos para cada crime.

Publicado 08/01/2021
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Foto: Jeferson Carlos

A Polícia Civil, por intermédio da Delegacia de Homicídios de Ji-Paraná, concluiu o Inquérito e prendeu o suspeito de assassinar de forma a facadas o jovem identificado pelas iniciais [G. P. de S.] (28 anos), o crime ocorreu dia 27/12/2020. Depois do homicídio, o criminoso, identificado pelas iniciais [C.S.S.] (36 anos) evadiu-se em uma motocicleta. 

As investigações restaram comprovados que o suspeito era convivente da mulher identificada apenas pela inicial [L.] (38 anos), com a qual possui uma filha de 10 anos de idade. Ele agredia e ameaçava a ex-mulher, filha e os filhos de [L.] de relacionamento anterior. O suspeito não permitia que ela saísse desacompanhada dele, sequer para visitar familiares. 

A mulher contou aos policiais que, em uma certa ocasião, o suspeito a trancou em um quarto enquanto procurava uma faca para matá-la. Não encontrou a faca e veio para o quarto, quando desferiu violentos e repetidos socos em sua cabeça. A violência dos golpes causava tanta dor que ficou vários dias sem sequer poder pentear os cabelos.

DECISÃO DE PEDIR AJUDAR!

A mulher vivia com medo e esclareceu que decidiu procurar a Polícia quando descobriu que o suspeito a traía com a mulher de um amigo do casal. A partir daí, ela procurou a Polícia e registrou ocorrência. O delegado da Delegacia da Mulher instaurou o inquérito e solicitou a medida protetiva, porém, o suspeito não respeitava as restrições e continuava praticando toda sorte de perseguições, ofensas e humilhações que podia contra ela.

O suspeito passou a andar pela casa à noite, afiando facas e com vidros de álcool, dizendo que ia matar todos queimados. As crianças ficavam aterrorizadas. A situação atingiu o ponto dele a expulsar de casa com as crianças, de forma que ela foi morar de aluguel. Apesar disso, a violência não cessava. 

Ela vigiava a casa constantemente, ameaçando, inclusive com envio de mensagens pelo celular de uma das crianças. A mulher, o suspeito e a vítima trabalhavam num mesmo frigorífico. A vítima era amigo de infância de [L.] e também se tornou amigo do suspeito [C.S.S.] todavia, o ciúme doentio dele fez gerou o desentendimento com a vítima.

Numa visita que a vítima [G. P. de S.] fazia à [L.], na varanda da casa dela, o suspeito chegou às escondidas e partiu pra cima da mulher, depois de arrancar uma faca da cintura. A vítima interferiu, quando então toda a raiva de o suspeito voltou-se contra ele. Ele deu um golpe tão violento de faca na vítima que foi difícil para a perícia tirar a faca depois. A vítima tentou fugir, mas caiu no portão, ao mesmo tempo em que a mulher e as crianças se trancaram dentro de casa para não serem mortos. O suspeito foi até a vítima, que já estava caído, ajoelhou-se sobre sua barriga e desferiu repetidos e violentos golpes de faca contra o peito dele. Depois, mostrando a faca ensanguentada para a mulher, disse que ela seria a próxima. Tudo foi praticado na frente das crianças.

O proprietário da residência ouviu os gritos de socorro e veio até a casa da mulher. Ele conseguiu ver o criminoso se evadindo em uma motocicleta.

O Delegado que passou a presidir as investigações, Luís Carlos Hora, indiciou o suspeito pelos crimes de homicídio qualificado pela crueldade e tentativa de feminicídio contra a mulher. Segundo o delegado, a vítima pretendia vingar-se da mulher, matando-a a faca e foi por isso que foi até lá naquele dia.

A autoridade policial, que estava de plantão no dia dos fatos, representou pela prisão preventiva do suspeito e o Poder Judiciário concedeu o mandado. O suspeito apresentou-se na Delegacia de Homicídios, dois dias depois, acompanhado por seu advogado, mas permaneceu em silêncio. Os policiais cumpriram o mandado de prisão preventiva contra ele e o recolheram ao sistema prisional onde permanecerá a disposição da Justiça. Caso seja acolhida a indiciação, o suspeito estará sujeito a pena de 12 a 30 anos para cada crime.

Fonte: Assessoria de Imprensa

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