Polícia
Operação da PF mira em grupo que planejava vender lotes em áreas da União em Rondônia
Duas prisões e sete mandados de busca e apreensão foram cumpridos em quatro cidades do estado na 'Operação Artificium', deflagrada na quinta-feira (5).

Por Mario Jensen
Publicado 06/11/2020
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Foto: PF/Divulgação

A Polícia Federal (PF) de Rondônia prendeu duas pessoas e cumpriu outros sete mandados de busca e apreensão nesta quinta-feira (5) na Operação Artificium. O objetivo foi desarticular uma associação criminosa que praticava crimes de estelionato e invasão de terras em áreas da União.

Os nove mandados judiciais foram cumpridos em quatro cidades do estado: Ji-Paraná, Vale do Paraíso, Porto Velho e Ouro Preto do Oeste. Entre as apreensões estão documentos e armas. A corporação não informou em quais municípios ocorreram as prisões.

As investigações começaram após os agentes serem informados de que o grupo pretendia invadir a Reserva Biológica do Jaru, que fica perto do Vale do Paraíso. Com a informação em mãos, os investigadores descobriram a existência de um grupo criminoso que planejava vender ilegalmente lotes em áreas pertencentes à União.

A PF também concluiu que os integrantes do grupo vinham espalhando informações falsas sobre a disponibilidade de uma área chamada "TD Bela Vista", que fica dentro da reserva e está em processo de indenização.

O grupo, ainda de acordo com a PF, vinha fazendo planos desde o começo deste ano a fim de conseguir interessados em comprar os lotes no interior da reserva. Os integrantes alegavam que iriam conseguir a regularização da área, com promessas até de casas prontas. Os suspeitos diziam ainda que tinham apoio de órgãos públicos.

Para que o esquema criminoso funcionasse, o grupo ainda contava com o auxílio de um advogado para tentar transparecer legalidade, como a realização de cadastros auto declaratórios em órgãos ambientais e sanitários. A alegação é de que os documentos já garantiam a titularidade da terra.

Segundo a PF, os investigados têm residência fixa, imóveis em seus nomes, não vivem em áreas invadidas ou de assentamentos e não fazem parte de movimentos sociais sem-terra. Alguns deles já foram investigados por suposto envolvimento em outras invasões.

Eles responderão por crimes de estelionato, invasão de terras, dano a unidades de conservação e associação criminosa.

O nome da operação, conforme a PF, está relacionado à astúcia, fraude, artifício utilizada para enganar pessoas que tinham interesse na oferta e acreditavam que os lotes estavam de fato regularizados.

 

Fonte: Assessoria de Imprensa

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