Rondônia
Governo discute ações de fortalecimento para a produção e comercialização da castanha-do-brasil em Rondônia
Rondônia tem potencial para produzir até 10 mil toneladas por ano de castanha-do-brasil

Por Sara Cicera
Publicado 03/11/2020
Atualizado 03/11/2020
A A
Foto: Lúcia Waldt

Com o intuito de fortalecer a produção e promover a comercialização da castanha-do-brasil em Rondônia, o governo estadual, por meio da Secretaria de Estado da Agricultura (Seagri), se reuniu com representantes da Câmara Setorial do Agroextrativismo, da Entidade Autárquica de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater) e Secretaria de Estado da Educação (Seduc) para discutir ações de melhorias que possam desenvolver o setor.

Durante a reunião, a presidente da Câmara Setorial do Agroextrativismo, Lúcia Waldt, apresentou um levantamento realizado pela Câmara durante o ano, sobre a atual situação da castanha no estado da produção a comercialização. De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Rondônia produz em torno de duas mil toneladas por ano de castanhas, mas, conforme aponta o levantamento, tem potencial para produzir até 10 mil toneladas por ano, podendo gerar renda anual de mais de R$ 200 milhões, somente com a castanha-do-brasil.

“Trabalhamos neste ano com um diagnóstico para entender a cadeia da castanha no Estado e agora temos uma visão melhor da realidade do setor. A ideia é apresentar os resultados para que o Governo tenha ciência do que está sendo feito e para que possamos articular algumas ações”, disse Lúcia.

Também foram discutidas ações de incentivo para o setor, entre elas, a criação de um projeto em parceria com a Seduc para a inserção da castanha na merenda escolar; o aumento da comercialização do produto no Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) Estadual e Federal, que este ano adquiriu 1.300 quilos de castanhas descascadas e embaladas a vácuo pelo PAA Rondônia, da cooperativa Coocasin, resultando no valor de mais de R$ 64 mil; formalização das agroindústrias voltadas ao setor e uma possível cooperação bilateral com a Bolívia, com o intuito de trabalhar com o mercado externo.

A maior parte da produção da castanha de Rondônia é realizada por povos indígenas, seringueiros e quilombolas, responsáveis por ocupar uma área de 33% da extensão territorial do Estado. “Nós temos um Estado com 30 áreas indígenas e 24 extrativistas. As áreas indígenas contém os maiores produtores, seguido pelas reservas extrativistas, de comunidades tradicionais. Nós temos uma população de 15 mil pessoas que estão nas terras indígenas e Resex, que podem manter seus modos de vidas pela questão, social, econômica e sustentável”, explicou Plácido Costa, membro da Organização Pacto das Águas.

De acordo com o secretário da Seagri, Evandro Padovani, atualmente, a produção mundial de castanhas vem de florestas nativas, sendo um grande símbolo de conservação. Possui várias características biológicas e ecológicas que fazem com que ela seja extraída dentro da floresta.

“O principal objetivo é agregar valor ao produto. Nós temos em Rondônia um agronegócio pujante, com sementes, grãos e pecuária muito fortes, por isso acreditamos que os produtos da floresta podem ser colocados nos mesmo termos, além de gerar uma grande renda para o Estado. Vamos buscar desenvolver vários projetos para valorizar a produção e comercialização dentro e fora do Estado”, ressaltou Padovani.

BENEFÍCIOS DA CASTANHA

Além de ser saudável, a castanha-do-brasil é um fruto muito saboroso e se tornou um dos ingredientes mais utilizados na cozinha moderna, podendo ser consumida em bolos, pães, sobremesas e variados pratos como massas, arroz e principalmente receitas com peixes.

Segundo a nutricionista da Seduc, Regina Rodrigues, a castanha-do-brasil é rica em lipídeos de alto valor nutricional, vitaminas do complexo B e vitamina E, os minerais cálcio, magnésio, folato, zinco, sódio e potássio), proteínas de alto valor biológico, aminoácidos como (treonina, triptofânio e valina, dentre outros), fibras alimentares da castanha também é boa fonte de ácidos graxos polinsaturados, e possui alto teor em selênio.

Os benefícios do consumo de castanhas-do-Brasil incluem o fortalecimento do sistema imunológico, a saúde do coração, do cérebro, do tecido muscular e ósseo, a prevenção de câncer, regula a glândula tireoide, antioxidante que previne os radicais livres, excelente fonte de energia e ajudam na prevenção de doenças como alzheimer, hipertensão, diabetes e até obesidade.

“Uma única castanha pode fornecer até 120 microgramas de selênio, dependendo de seu peso médio, essa quantidade é superior às necessidades diárias recomendadas para homens e mulheres que ficam em torno de 70 microgramas e 55 microgramas respectivamente. Estudos realizados por Sonia Philippi, nutricionista sanitarista e doutora em saúde pública, apontam que a média para ingestão de castanha seria uma porção diária de 10 gramas que corresponde em média a duas unidades. O consumo da castanha é recomendado para crianças a partir dos três anos de idade”, explicou.

Fonte: Secom - Governo de Rondônia

Desenvolvimento   Entidade Autárquica   Assistência técnica   Câmara Setorial   Extensão Rural   Rondônia   Castanha  

Mais em Rondônia

Notificações

Se você gostou do nosso conteúdo, podemos lhe enviar notificações push sobre postagens selecionadas.