Polícia
Testemunhas são ouvidas em júri de homem acusado de matar ex-mulher a tiros em RO

Gregório Max Caceres Rodrigues
Publicado 25/03/2019
Atualizado 08/04/2019
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Todas as testemunhas já foram ouvidas durante o julgamento de Erivaldo Resende de Meireles, acusado de assassinar com dois tiros na cabeça a ex-mulher. O crime aconteceu em julho do ano passado, em Candeias do Jamari. Umas das testemunhas, um policial, disse pela manhã que o acusado premeditou o crime.

Erivaldo Resende de Meireles começou a ser interrogado, que deve durar ao menos duas horas. De início, ele disse ser inocente. O julgamento acontece no 2º Tribunal do Júri da Comarca de Porto Velho desde a manhã desta segunda-feira (25). A previsão, conforme a assessoria do TJ-RO, é de que o julgamento termine ainda nesta segunda.

A vítima, a diretora de posto de saúde Edna Braz Nóbrega de Lima, então com 44 anos, foi morta a caminho do trabalho porque o réu não aceitava o fim da relação.

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O júri estava marcado para começar às 8h30. Porém, houve um impasse se o júri seria adiado ou não, pois uma das testemunhas de defesa faltou. Entretanto, o juiz optou em dar início ao julgamento.

A sessão é presidida pelo juiz de direito José Gonçalves da Silva. A acusação é realizada pela promotora Lisandra Vanneska Monteiro Nascimento Santos.

De acordo com o TJ-RO, Erivaldo responde por feminicídio, com agravantes de motivo fútil e recurso que dificultou a defesa da vítima.

Veja o resumo do júri e o que ainda falta ocorrer:

Pela manhã, uma amiga de Edna foi a primeira a falar. Ela disse à promotora que Edna relatou algumas ameaças que vinha recebendo do ex-marido.

A amiga contou de um caso específico em que Edna relatou ter medo do marido que, possivelmente, estava armado em uma festa realizada meses antes do assassinato.

Logo depois foi a vez de um policial relatar sobre o crime. Segundo o policial, amigas de Edna contaram que a vítima relatou ter sido recebida pelo marido armado com um revólver. Na ocasião, o acusado teria dito que não mataria a vítima pois os filhos estavam em casa no momento.

O policial também aponta que a filha do casal teria apagado os aplicativos de conversa do pai durante os preparativos do velório.

Diante do júri, o policial que esteve à frente das investigações acredita que o réu premeditou o crime.

O investigador afirmou ainda que, por atuar há 14 anos na área, não é comum que alguém da família tenha a reação fria ao saber da morte de um ente, no caso, da própria esposa.

Trabalhos da perícia e investigação apontaram que o réu pode ter cortado caminho por dentro da propriedade até o local da execução.

Durante a tarde, outras três testemunhas serão ouvidas, todas de defesa. Nove já deram seus respectivos depoimentos.

O réu será interrogado após todas as testemunhas serem ouvidas.

A previsão do TJ-RO é de que o julgamento termine ainda nesta segunda-feira (25).

Entenda o caso

Edna Braz Nóbrega de Lima foi morta com dois tiros na cabeça no dia 18 de julho de 2018. A diretora do posto de saúde saiu de casa para trabalhar, quando foi encontrada ferida dentro do carro.

Socorrida por um morador da região e levada até um posto de saúde, no próprio carro, ela ainda chegou a ser atendida por uma ambulância, mas morreu quando estava a caminho de Porto Velho.

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Segundo o boletim de ocorrência, registrado no mesmo dia, o suspeito foi encontrado na residência do casal no dia do assassinato e disse saber o que tinha acontecido com sua esposa. Porém, não tomou nenhuma providência. O homem ainda disse que a servidora pública estava sendo ameaçada por um ex-funcionário.

Durante investigações, a Polícia Civil apontou Erivaldo como o principal suspeito do crime, e pessoas próximas à vítima afirmaram que ela tinha medo de ser morta pelo ex-marido.

Fonte: G1 Rondônia

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