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País cria 173.139 vagas com carteira e tem melhor fevereiro em 5 anos

Gregório Max Caceres Rodrigues
Publicado 25/03/2019
Atualizado 26/03/2019
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O Brasil criou 173.139 empregos com carteira assinada em fevereiro, segundo dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) divulgados hoje pelo Ministério da Economia. É o melhor desempenho para o mês desde 2014, quando foram abertas 260.823 vagas formais.

Esse resultado é o saldo, ou seja, a diferença entre contratações e demissões. Em fevereiro do ano passado, foram abertas 61.188 vagas. Na comparação com janeiro deste ano, quando foram criadas 34.313 vagas, o saldo do emprego formal também registrou melhora.

Serviços puxam alta

Dos oito setores analisados, houve fechamento de vagas apenas na agropecuária. O setor de serviços liderou as contratações:

Serviços: +112.412

Indústria: +33.472

Administração pública: +11.395

Construção civil: +11.097

Comércio: +5.990

Extração mineral: +985

Serviços industriais de utilidade pública: +865

Agropecuária: -3.077

Trabalho intermitente

Pela modalidade de trabalho intermitente, que prevê o trabalho sem horário fixo e com o empregado recebendo apenas pelas horas trabalhadas, foram registradas 8.299 contratações e 3.953 demissões em fevereiro, um saldo positivo de 4.346 empregos.

As aberturas de vagas desse tipo se concentraram no setor de serviços (2.311), comércio (973) e indústria (656). O trabalho intermitente foi instituído pela reforma trabalhista, em vigor desde 11 de novembro de 2017.

Salários diminuem

O salário médio de admissão em fevereiro foi de R$ 1.559,08, enquanto a média na demissão foi de R$ 1.718,79. Quando descontada a inflação medida pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), houve queda de R$ 67,13 (-4,13%) no salário de contratação e de R$ 3,50 (-0,2%) no salário de desligamento, em comparação com janeiro.

IBGE faz pesquisa diferente

Os dados do Caged consideram apenas os empregos com carteira assinada. Existem outros números sobre desemprego apresentados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), que são mais amplos, pois levam em conta todos os trabalhadores, com e sem carteira.

A última Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) Contínua registrou que o Brasil tinha, em média, 12,7 milhões de desempregados no trimestre encerrado em janeiro.

Fonte: Uol Notícias

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