Polícia
Padrasto é preso e confessa que matou bebê porque ele estava chorando e chamando pela mãe, diz PM
Segundo a PM, menino de 1 ano e 8 meses foi morto com socos e chineladas.

Por Guilherme Rodrigues e Arildo Palermo
Publicado 02/09/2020
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Foto: Reprodução/Vídeo

O padrasto que foi preso em flagrante após confessar ter matado um bebê de 1 ano e 8 meses, em Rio Verde, região sudoeste de Goiás, disse à polícia que tentou reanimar o menino após agredi-lo. Segundo a Polícia Militar, o jovem, de 23 anos, confessou que deu socos e chineladas no bebê, porque ele estava "chorando e chamando pela mãe", que não estava em casa.

"Tentei dar um banho nele. Já vi vídeo reanimando crianças assim com água, mas não afogando", disse o padrasto.

O crime aconteceu na noite de segunda-feira (31). A equipe de reportagem não conseguiu localizar a defesa do padrasto até a última atualização desta reportagem.

Em um vídeo, o jovem, que não teve a identidade revelada, contou aos policiais como agrediu o bebê.

"Com a mão, no final foram duas ou três [vezes]. Na hora que ele foi tentar levantar, minha mão pegou na barriga dele, mas não foi murro não". O PM questiona se ele bateu na boca do bebê e ele disse que “foi a hora que o chinelo pegou”.

A Polícia Civil realizou uma reconstituição simulada do crime na casa do suspeito na tarde desta terça-feira (1º). O suspeito colaborou com a simulação, que aconteceu das 14h30 às 17h. A rua foi isolada pela polícia. Vizinhos colocaram cartazes cobrando justiça.

Uma tia do bebê disse que ninguém imaginava que isso pudesse acontecer, apesar de o jovem ser "estourado".

"A gente nunca imaginava. Ele era estourado, brigava com o menino e com qualquer um que estava fazendo arte. Até então, era normal 'danar', mas a gente nunca imaginava".

O delegado Danilo Fabiano Carvalho disse que vai aprofundar as investigações e aguarda laudos periciais - que devem sair nos próximos 10 dias - para averiguar o que de fato aconteceu.

Simulação de morte acidental

De acordo com o capitão da PM Halisson Oliveira, o próprio padrasto foi quem acionou o socorro para tentar simular uma morte acidental. Porém, os médicos desconfiaram da situação do bebê.

"Quando nos acionaram, as equipes do CPE [Comando de Policiamento Especial] se deslocaram até o local. Os médicos ainda se encontravam no local. Nós pudemos observar a criança e vimos que existia sinais de violência, que a criança teria sido agredida", conta.

Os policiais, então, passaram a questionar o homem sobre a versão dele sobre o ocorrido. Neste momento, conforme o policial, ele acabou confessando o crime.

"Durante a entrevista, ele caiu em contradição várias vezes e percebemos que havia uma mentira sobre essa situação. Depois de muita conversa com ele, esse indivíduo acabou confessando que havia agredido a criança em determinado momento, perdido a paciência com ela, agredido com chineladas e até socos para que ela parasse de chorar e chamar pela mãe", destaca.

O comandante comentou que, ao ver o enteado desacordado, o padrasto tentou reanimá-lo, mas não conseguiu. Diante disso, agiu como se a criança estivesse dormindo e não contou nada para a mulher quando ela chegou.

"Ele disse que tentou fazer com que essa criança retornasse a consciência, levando-a até o banheiro para molhá-la, só que ela não voltou. Ele colocou a fralda nela, colocou no colchão na sala, voltou aos seus afazeres e esperou que a mãe [do bebê] chegasse", salienta.

"A mãe chegou, pensou que estava dormindo e assim permaneceram até que resolveram tocar a criança para ver se ela acordava e aí chamaram os bombeiros e o Samu, que constataram o óbito", completa.

 

 

Fonte: G1 GO

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