Política
Após entregar plano da Defesa, ministro cobra investimentos
Apesar da pandemia do coronavírus, a reunião do Conselho de Defesa foi presencial, no Palácio do Planalto

Por Notícias ao Minuto
Publicado 23/07/2020
A A
Foto: Dida Sampaio/Estadão

O Conselho Nacional de Defesa entregou na quarta-feira, 22, ao Congresso a política nacional para o setor. Ao lado da Estratégia Nacional de Defesa e do Livro Branco de Defesa, antecipados pelo Estadão, o documento representa a atualização de propostas anteriores que norteiam as atividades da área no Brasil pelos próximos quatro anos.

Apesar da pandemia do coronavírus, a reunião do Conselho de Defesa foi presencial, no Palácio do Planalto, e contou com a participação do vice-presidente Hamilton Mourão, do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), de ministros e dos comandantes do Exército, da Marinha e da Aeronáutica. Em videoconferência, o presidente Jair Bolsonaro justificou a ausência por ter contraído a covid-19 e falou sobre a importância das Forças Armadas.

Ao Estadão, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) - que estava em plenário no momento da reunião - disse que a Política Nacional da Defesa será debatida com os deputados, mas não poderá sofrer emendas por ser uma espécie de tratado.

Ao fazer o balanço da situação das Forças Armadas, o ministro da Defesa, general Fernando Azevedo e Silva, destacou a necessidade de novos investimentos. "Apresentei o que estamos fazendo, as operações que estamos participando, e mostrei quais são os meios de que dispomos para fazer isso, assim como a situação em que se encontram as Forças", disse Azevedo e Silva ao Estadão.

Mesmo admitindo que 2019 foi um ano em que o orçamento de Exército, Marinha e Aeronáutica não sofreu contingenciamento, disse que é preciso enfrentar essa situação de "defasagem".

"Falei dos nossos projetos e das nossas defasagens porque estamos com material muito antigo. Nossas fragatas, aeronaves e carros de combate estão muito antigos, todos com idade entre 40 e 50 anos. Então, temos de implementar nossos projetos, não para aumentar as forças, mas para substituir o que está ficando obsoleto e antigo", afirmou o titular da Defesa, que apresentou um plano estratégico de modernização dos equipamentos.

Amazônia

O Brasil ocupa atualmente o sétimo lugar na América do Sul em investimentos de defesa, atrás do Equador, Guiana e Bolívia.

Segundo Azevedo, a Amazônia continua sendo prioridade nos documentos de Defesa. "A Amazônia, assim como o Atlântico Sul, é uma área de interesse geoestratégico para o Brasil. A proteção da biodiversidade, dos recursos minerais, hídricos, além do potencial energético, no território brasileiro é prioridade para o País", diz o texto da Estratégia de Defesa.

Em uma atualização da diretriz preparada em 2016, o plano destaca a possibilidade de "tensões e crises" no continente, que podem levar o Brasil a mobilizar esforços na garantia de interesses nacionais na Amazônia ou mesmo ajudar na solução de problemas regionais. A América do Sul não é mais considerada uma "área livre" de conflitos, segundo o documento.

Tensão

Mesmo sem citar nominalmente a Venezuela, o trecho sobre política externa do plano avalia "possíveis desdobramentos" das crises nos países vizinhos. A reportagem apurou que o principal foco de tensão se refere a ações do regime chavista de Nicolás Maduro.

Pela primeira vez, o documento fala em "pandemias" e "mudanças climáticas" com "consequências ambientais, sociais, econômicas e políticas, que exigem pronta resposta do Estado". O Congresso não tem prazo para aprovar a Política Nacional de Defesa.

Fonte: Notícias ao Minuto

Plano da Defesa   Política Nacional   forças Armadas   Livro Branco   Estratégia Nacional   Davi Alcolumbre  

Mais em Política

Notificações

Se você gostou do nosso conteúdo, podemos lhe enviar notificações push sobre postagens selecionadas.