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Mercedes "declara guerra" à RBR após forte jogo político da rival na Áustria
Dirigente da Mercedes diz que faltou fair play da equipe austríaca em protesto que fez Hamilton ser punido na manhã da corrida de abertura de 2020, neste domingo

Por Globo Esporte
Publicado 06/07/2020
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Foto: Getty Images

O jogo político agressivo da RBR no GP Áustria fez com que o chefe da Mercedes, Toto Wolff, "declarasse guerra" à equipe rival. A declaração foi dada em entrevista após à corrida, quando o dirigente foi questionado a respeito do desafio que seria enfrentar a equipe austríaca dentro e fora das pistas na temporada 2020.

- Com protesto na sexta (sobre o DAS) teve fair play, mas não no domingo. Voltar no domingo de manhã para alterar uma decisão do dia anterior... Mas se você tem novas evidências, e a regra permite, você precisa aceitar tomar no queixo. Mas, voltando a sua pergunta, as luvas estão tiradas (expressão derivada do inglês "the gloves are off" e que significa o início de uma disputa agressiva, oriunda do boxe) - afirmou Wolff.

As investidas da RBR começaram já na sexta-feira de treinos livres, primeira vez que os carros ia à pista desde os testes de pré-temporada em fevereiro. No fim do dia, a equipe dirigida por Christian Horner entrou com um protesto formal junto à FIA questionando a legalidade do "DAS", sistema inovador da equipe alemã. Mas o pedido da equipe austríaco foi rejeitado.

No dia seguinte, no treino classificatório, Lewis Hamilton foi absolvido de não ter diminuído a velocidade sob bandeiras amarelas após Bottas escapar da pista. O atual campeão alegou que a poeira o atrapalhou, além de a FIA admitir que o piloto recebeu "sinais contraditórios" dos fiscais de prova, já que bandeiras verdes e amarelas teriam sido mostradas ao piloto ao mesmo tempo.

A RBR esperou então o domingo de manhã para protestar contra a absolvição de Hamilton, apresentando novas evidências em relação ao caso. A FIA então aceitou as novas evidências como válidas e decidiu punir Hamilton com a perda de três posições no grid de largada, obrigando o piloto da Mercedes partir do quinto lugar.

Por fim, a pressão na FIA através da mídia para uma sanção maior ao hexacampeão após o acidente que tirou Alexander Albon da corrida no momento em que disputavam o segundo lugar. Helmut Marko pede, inclusive, a revisão de todo o sistema de punição usada na categoria.

Se a RBR já dava sinais de ser a equipe mais forte para bater de frente com os atuais campeões nas pistas, nos bastidores mostram que a batalha será igualmente dura.

Fonte: Globo Esporte

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