Polícia
Jovem é retirada à força de carro durante corrida por app e executada no meio da rua
Segundo a polícia, vítima é mulher de um detento e foi morta ao sair para pegar moto e dinheiro a pedido dele. Em 2018, ela foi baleada a mando do marido enquanto amamentava e, ao tentar defendê-la, o pai foi assassinado.

Por Sílvio Túlio
Publicado 22/06/2020
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Foto: Reprodução/TV Anhanguera

Uma jovem de 25 anos foi morta com vários tiros, em Goiânia. Segundo a Polícia Civil, L. de S. P., foi abordada enquanto estava numa viagem em um carro de transporte por aplicativo, retirada de dentro dele e alvejada. No boletim de ocorrência, parentes da vítima disseram que ela saiu para buscar uma moto e R$ 400 após receber uma ligação do marido, que cumpre pena em regime fechado.

De acordo com a corporação, o esposo dela, L. R. D. B., 26, é líder de uma facção criminosa e, em 2018, mandou três homens executarem a jpvem porque "ela sabia de mais sobre sua vida criminosa".

Ela foi baleada enquanto amamentava o filho, mas sobreviveu. O pai dela tentou defendê-la, foi atingido nas costas e morreu.

A morte da jovem ocorreu na última sexta-feira (19), no Jardim Primavera. A delegada Marcella Orçai, responsável pelo caso, disse que mais de dez disparos foram efetuados. Ela disse que ainda é prematuro passar informações sobre a apuração, inclusive, sobre a possível participação do marido dela.

"Não podemos falar que há suspeita disso [participação do marido]. Não podemos passar muitas informações para não atrapalhar o caso. O que posso passar é que eles tiraram ela do carro e a executaram na rua com disparos de uma arma calibre 380", disse.

Questionada  sobre a suposta ligação feita pelo detento de dentro do presídio, a Diretoria-Geral de Administração Penitenciária (DGAP) informou que "aguarda a notificação oficial sobre o fato das autoridades policiais competentes para dar prosseguimento as medidas cabíveis que o caso requer".

Testemunhas informaram que o veículo foi abordado por três indivíduos em um Ford Fiesta de cor preta. Conforme a ocorrência, os executores roubaram o celular do motorista de app, que fugiu do local.

Ele voltou em seguida e disse à polícia que a jovem afirmou a ele que estava indo buscar a moto e o dinheiro. O condutor deve ser ouvido ainda nesta segunda-feira (22).

Morte do pai
O pai da jovem, A. P. P., foi morto em novembro de 2018, num atentado no qual o alvo seria a própria jovem, no Residencial Itaipu, em Aparecida de Goiânia.

De acordo com a polícia, ordenados pelo ex-genro, três homem invadiram a residência para matar a jovem. Ela foi baleada enquanto amamentava o filho, mas foi socorrida, levada ao hospital e sobreviveu.

Ao tentar defendê-la, o pai foi alvejado nas costas e não resistiu. O trio foi detido dias depois. Na ocasião, o delegado Danilo Proto disse que os presos confessaram que agiram a mando de ex-marido da jovem.

“Segundo os três executores, o motivo do crime foi porque a mulher do suspeito de mandar executar tinha informações relativas ao tráfico de drogas e não tinha mais interesse em ficar com ele. Diante disso, ele demandou a execução como uma queima de arquivo. Inclusive, eles poderiam até matar a criança, se fosse o caso”, disse o delegado.

Fonte: G1 GO

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