Política
Ex-candidato ao Senado do PSL em Rondônia, empresário diz que também é contra redução do ICMS dos combustíveis

Por O Observador
Publicado 14/02/2020
Atualizado 14/02/2020
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Foto: Divulgação

A ideia de zerar o ICMS nos estados, proposto pelo presidente Jair Bolsonaro, tem tudo para não vingar em Rondônia, pois os próprios representantes do PSL – partido que o elegeu nas urnas – demonstram certa insatisfação com o desafio lançado pelo Chefe do Executivo há duas semanas. 

Um desses representantes, o empresário Jaime Bagattoli, de Vilhena, deixou isso claro em um ´bate-papo´  organizado por ele mesmo com jornalistas do município, Jaime, que perdeu a vaga ao Senado pelo PSL, na disputa com o ex-governador Confúcio Moura por apenas 10 mil votos, é contra a ideia do Governo Federal. 

A conversa girou em torno do custo do combustível, e da carga tributária que eleva o preço dos derivados do petróleo. Para ele o grande problema do ICMS cobrado nos Estado é que ele não incide apenas sobre o preço das refinarias, mas também sobre os impostos federais e toda a cadeia que envolve sua comercialização. 

Rondônia consome atualmente 500 milhões de litros de combustível e gera uma receita de R$ 600 milhões por ano, através da cobrança de uma tributação cobra 18% sobre o diesel e 26% sobre a gasolina. Para ele, se o Governo quiser mesmo baixar o preço do combustível deve abrir mão da cobrança do PIS/Confins, impostos federais que elevam o impacto no preço final do produto. 

Nas contas apresentadas pelo empresário e líder político vilhenense, em tom de crítica, ele defende a diminuição de gastos do Governo do Estado, e mostrou-se contrário ao montante que é repassado atualmente ao Legislativo Estadual (R$ 240 milhões). Ele disse que não vê uma luz no fim do túnel, pois quase 40% da arrecadação do Estado vem do ICMS do combustível e que o Legislativo iria perder dinheiro, caso votasse pela zeragem do imposto no Estado. 

Para contrabalancear sua crítica em relação ao ICMS, o empresário defendeu o presidente Jair Bolsonaro e disse que o Chefe da nação precisa do apoio do povo. “Eu confio nesse homem, e se há alguém que pode mudar o Brasil é ele”, finalizou o empresário. (Com informações do jornal Folha do Sul On line)

Fonte: O Observador

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