Polícia
Geddel Vieira volta para a prisão após PF detectar impressões digitais nos 51 milhões apreendidos
Geddel está em regime de prisão domiciliar. Ele é investigado por supostamente embaraçar as investigações da Operação Cui Bono. Ele mora em um apartamento a cerca de um quilômetro do local onde a PF pegou os R$ 51 milhões.

Por Gazeta de Rondônia
Publicado 03/12/2019
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Mais de 50 milhões foram apreendidos em apartamento de Geddel

Segundo a PF e o MPF, a prisão de Geddel faz parte de uma nova fase da Cui Bono. Também foi expedido mandado de prisão contra Gustavo Ferraz, diretor da Defesa Civil de Salvador e ligado ao ex-ministro, e outros três de busca e apreensão, sendo um deles na casa da mãe de Geddel.

As ações foram autorizadas pelo juiz federal Vallisney de Souza Oliveira, da 10ª Vara em Brasília. O objetivo é evitar a destruição de provas. Geddel e Ferraz estão sendo trazidos para Brasília.

Digitais em “bunker”

A PF achou impressões digitais do ex-ministro e de Gustavo Ferraz no apartamento onde foi encontrado o dinheiro. A fortuna atribuída a Geddel foi a maior apreensão em dinheiro vivo da história no país.

O dinheiro foi encontrado na terça (5) durante buscas ordenadas pelo juiz Vallisney Oliveira, da 10ª Vara Federal de Brasília, no âmbito da Operação Cui Bono, investigação sobre desvios milionários na Caixa Econômica – instituição da qual Geddel foi vice-presidente no governo Dilma.

Geddel declarou ao proprietário do apartamento que precisava do imóvel apenas para guardar pertences de seu pai falecido em 2016

A PF levou cerca de 12 horas para fazer a contagem da dinheirama. Uma empresa transportadora de valores cedeu oito máquinas e onze funcionários para a conferência.

Nesta quarta, 6, o delegado Daniel Justo Madruga, superintendente regional da PF na Bahia, disse que os agentes ficaram ‘surpresos’ com tanto dinheiro no apartamento da Graça.

O imóvel foi cedido a Geddel pelo empresário Silvio Silveira. Intimado pela PF, Silveira declarou que ‘não sabia’ que o imóvel era usado para ocultar a fortuna. Ele contou que o ex-ministro pediu o apartamento ’emprestado’ para guardar bens do pai (falecido em janeiro de 2016).

A intenção das investigações é avançar na apuração sobre os desvios de recursos em vice-presidências da Caixa Econômica Federal entre 2011 e 2013.

Os investigadores suspeitam que o dinheiro encontrado no “bunker” de Geddel esteja relacionado à propina recebida pelo peemedebista para liberar financiamentos e empréstimos da Caixa a grandes empresas.

Fonte: Gazeta de Rondônia

MILHÕES   Propina   Caixa Econômica   Geddel  

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