Polícia
Operação em garimpo é encerrada; PF destrói maquinários e 1.500 garimpeiros saem de ‘livre e espontânea pressão'

Por Rafael Medeiros
Publicado 09/10/2019
Atualizado 09/10/2019
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Policiais destruíram maquinários e fecharam enormes os buracos feitos no garimpo ilegal da Serra de Santo Expedito, em Aripuanã (a 1.002 km de Cuiabá), nos dois dias da operação “Trypes” que encerrou nesta quarta-feira (9).  A Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp) confirmou ao site O BOM DA NOTÍCIA  que todo processo de desocupação e destruição dos materiais foi finalizado hoje. Cerca de 1,5 mil pessoas deixaram a área e não houve prisões. Porém, reforço de policiais segue na região para evitar nova invasão. O clima continua tenso na cidade.

Ontem (8), os garimpeiros fecharam ruas, comércios e fizeram acampamento em frente à empresa de mineração Nexa, responsável pela área. 

Segundo a Sesp, os garimpeiros querem continuar a exploração, porém, a lei estabelece que a lavra garimpeira precisa ser antes outorgada pela União.

O delegado da PF, Carlos Henrique Cotta D’Ângelo disse ainda a reportagem que os garimpeiros saíram de forma 'ordeira e tranquila'. Alguns tentaram argumentar para levar o maquinário pesado, utilizado na extração, mas não foi autorizada a retirada pois a determinação judicial inclui a destruição dos mesmos. "Foi realizada perícia no local para dimensionar os estragos e danos ambientais”, também frisou o delegado.

Mesmo o delegado destacando uma operação tranquila ocorreu, no confronto, a morte do garimpeiro José Maria dos Santos, 45 anos, natural do estado de Rondônia, em uma troca de tiros com policiais do Batalhão de Operações Especiais (Bope).

Garimpeiros cobram

Representante dos garimpeiros, Antônio Vieira da Silva, afirma que a classe ficou desamparada. Eles querem autorização da empresa Nexa para explorar 20 alqueires do garimpo. Vieira enfatiza que a promessa é que hoje (9), um representante da Nexa receba um grupo de garimpeiros numa reunião para que haja uma definição quanto às reivindicações feitas. 

O prefeito de Aripuanã, Jonas Canarinho esteve em Brasília ontem, na tentativa de recuperar os maquinários e buscar encaminhamentos em relação aos garimpeiros. Ele avalia que a economia do município ganhou força com os pequenos mineradores e que a finalização da atividade implica em perdas para a economia local. Por enquanto, Jonas frisa que a prefeitura vem dando amparo, por meio da assistência social, oferecendo alimentos aos garimpeiros que foram retirados da área. 

Mineradora

A Nexa Minerações informou, por meio de nota, que forneceu apoio logístico na operação de retirada dos garimpeiros, conforme requerido pelas autoridades policiais. Complementou que o apoio ocorreu pois o empreendimento em construção da empresa é o local com infraestrutura mais próxima da ação da Polícia Federal. “A Nexa informa também que não é proprietária dos imóveis onde vem ocorrendo as atividades de garimpo em Aripuanã. Nesse contexto, não cabe à Nexa qualquer negociação ou endereçamento de medidas, visto que a operação é de exclusiva responsabilidade da Polícia Federal”, afirma a empresa.

Fonte: O Bom da Notícia

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